Biópsia por Agulha Fina

 

A biópsia por agulha fina pode ser usada com técnica aspirativa ou não aspirativa. O método usado depende do tipo de lesão e da preferência ou experiência do profissional.

 

O material necessário para a realização da punção aspirativa por agulha fina (PAAF) consiste de  lâminas histológicas, seringa de 10 ml, agulha hipodérmica fina descartável (0.6 a 0.8 mm de espessura, e comprimento variável).

 

Para a punção tanto de massas superficiais como órgãos ou massas no interior das cavidades corporais, a desinfecção local deve ser realizada.

 

A princípio, a massa ou órgão deve ser identificado por palpação, radiografia ou ultrassom. Após acoplar a agulha na seringa, essa deve ser introduzida na estrutura a ser puncionada, se possível com um citoaspirador para facilitar o manuseio. E em seguida, aplica-se a sucção de no mínimo 5 ml e no máximo 10 ml, e movimenta-se a agulha em vária direções dentro da lesão. Retornar o êmbolo para a posição inicial (vácuo nulo), retirar a agulha da massa e desencaixá-la da seringa. Encher a seringa de ar, acoplar novamente a agulha e ejetar o aspirado na lâmina. Devem ser feitas, no mínimo, três lâminas do tecido sob suspeição. Se o conteúdo for fluído, deve-se proceder como se fosse um esfregaço sangüíneo. Caso seja viscoso e denso, deve-se colocar uma lâmina sobre a que contém o aspirado, comprimir ligeiramente uma contra a outra e espalhar o material ao longo desta, tracionando-se a lâmina superior (squash). A aspiração de sangue deve ser evitada, já que as hemácias em grande quantidade, dificultam o diagnóstico citológico. A biópsia por agulha fina é o método preferido para obtenção de amostras de massas teciduais, pois evita a contaminação superficial, que muito ocorre com raspado ou esfregaço por aposição. E as células podem ser colhidas de várias áreas da lesão ajudando a obter uma amostra representativa.

 

As técnicas aspirativas são recomendadas para lesões nodulares palpáveis, permitindo ainda a aspiração de fluídos corporais, efusões cavitárias, órgãos como o baço, fígado, rins, pulmões, ossos, além de estruturas glandulares como a tireóide e próstata. Massas intra cavitárias  de origem desconhecida também podem ser aspiradas. Abaixo segue o vídeo da técnica aspirativa.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A técnica não aspirativa permite melhor controle da extensão da lesão a ser puncionada, sendo utilizada especialmente em biópsias realizadas com o auxílio de ultrassom. Esta técnica também é recomendada para punção de lesões ou órgãos altamente vascularizados, já que ela permite a colheita de células, minimizando a aspiração de sangue da área puncionada. Porém, são pouco eficientes em pequenas lesões, que não podem ser penetradas o suficiente pela agulha para que haja a colheita de uma amostra celular representativa, e neste caso a técnica aspirativa é particularmente indicada.

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